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Amamentação nos primeiros dias: o que esperar e como começar bem
As primeiras 72 horas definem grande parte da jornada da amamentação. Saiba o que é normal, o que não é e como começar bem.
Os primeiros dias depois do parto são uma montanha-russa: emoção, exaustão e um bebê que parece querer mamar o tempo todo. Saber o que é esperado nesse período evita muito sofrimento, e protege a sua produção de leite materno a longo prazo.
O colostro: o primeiro leite
Nos primeiros 3 a 5 dias, seu corpo produz colostro, um líquido amarelado, denso, em pouca quantidade (de 5 a 20ml por mamada), mas extremamente concentrado em anticorpos e nutrientes. Ele é exatamente o que o estômago do recém-nascido (do tamanho de uma bolinha de gude!) precisa.
O que esperar nas primeiras 72 horas
- Mamadas frequentes, de 8 a 12 vezes por dia ou mais.
- Bebê sonolento entre uma mamada e outra, mas pode pedir 'em cluster' à noite.
- Pouca produção visível, é normal, o colostro está ali em quantidade suficiente.
- Cólicas leves ao mamar (contrações uterinas pela ocitocina).
A descida do leite
Entre o 3º e o 5º dia, o leite 'desce' em maior volume. O seio fica mais cheio, pesado, às vezes ingurgitado. Esse é o momento mais delicado: se a pega não está boa, surge a dor. Se há longos intervalos, surge o ingurgitamento.
Erros comuns dos primeiros dias
- Oferecer fórmula sem indicação médica clara (atrapalha a produção).
- Limitar tempo de mamada (cada mamada tem seu ritmo).
- Usar bicos artificiais e chupetas na primeira semana (confunde a sucção).
- Aguentar dor achando que 'é normal'.
- Não procurar ajuda nos primeiros sinais de dificuldade.
Como começar bem
- Pele a pele logo após o nascimento, sempre que possível.
- Livre demanda: ofereça o peito ao primeiro sinal de fome (não espere o choro).
- Confira a pega em todas as mamadas iniciais.
- Hidrate-se, descanse quando o bebê descansa e aceite ajuda.
- Procure orientação especializada nos primeiros dias se algo parecer fora do lugar, quanto antes, mais simples a solução.
Se você está com dor agora, fale comigo no WhatsApp e vamos resolver juntas.
Escrito por Karina Perestrelo
Enfermeira e fisioterapeuta · Consultora em amamentação · COREN-SP 248.473