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Mastite: sinais de alerta e o que fazer sem entrar em pânico

A mastite costuma chegar de repente, com dor forte e febre. Entender o que é e agir cedo muda completamente o desfecho.

Entre os sustos da amamentação, a mastite é um dos que mais assustam, e com algum motivo: ela costuma chegar de repente, com dor forte e febre, justamente quando você já estava exausta. Mas entender o que é e agir cedo muda completamente o desfecho. Na maioria das vezes, quando cuidada a tempo, a mastite se resolve bem.

O que é a mastite

Mastite é uma inflamação da mama que pode, ou não, evoluir com infecção. Em geral, ela começa a partir de um leite que não está sendo bem drenado: um ducto entupido, um ingurgitamento mal resolvido, uma pega que esvazia pouco. O leite acumulado inflama o tecido, e é daí que vêm a dor e os demais sintomas.

Como reconhecer

A mastite costuma se manifestar com alguns sinais bem característicos, geralmente em uma das mamas:

  • Uma região da mama vermelha, quente e dolorida, muitas vezes em forma de "mancha" ou "cunha".
  • Dor que aumenta, diferente do desconforto geral do ingurgitamento.
  • Febre, às vezes alta, com calafrios.
  • Mal-estar de corpo, como se fosse uma gripe.

Quando a febre e o mal-estar aparecem junto com a vermelhidão localizada, é hora de agir rápido.

O que fazer nas primeiras horas

O cuidado inicial tem um princípio central: manter o leite saindo daquela mama, porque é o acúmulo que alimenta a inflamação.

  • Continue amamentando, inclusive na mama afetada. Interromper costuma piorar.
  • Esvazie a mama com frequência, oferecendo o peito em livre demanda e, se necessário, com ordenha suave.
  • Use calor suave antes da mamada para ajudar o fluxo e massagem leve na direção do mamilo.
  • Descanse e hidrate-se. O corpo precisa de energia para responder à inflamação.

Esses cuidados ajudam, mas, ao contrário do ingurgitamento simples, a mastite frequentemente exige avaliação profissional.

Quando procurar atendimento com urgência

Procure atendimento no mesmo dia se você tem febre associada à vermelhidão e dor localizada, se os sintomas pioram apesar dos cuidados, ou se surge uma área muito endurecida e dolorida. Em alguns casos é necessário tratamento médico específico, e adiar pode levar a complicações.

Como reduzir o risco de mastite

Prevenir passa por evitar o acúmulo de leite: manter uma pega que esvazie bem, não pular mamadas por longos períodos, cuidar logo de ingurgitamentos e ductos entupidos, e procurar ajuda quando a amamentação está dolorida em vez de "aguentar".

Com sinais de mastite e na dúvida do que fazer? Eu avalio a sua mama, oriento o esvaziamento correto e indico se você precisa de atendimento médico, com consulta presencial em São Paulo, muitas vezes no mesmo dia.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a avaliação individual de um profissional de saúde. A mastite pode exigir atendimento médico; diante de febre e dor localizada, procure ajuda. Por Karina Perestrelo, enfermeira (COREN-SP 248.473) e fisioterapeuta.

Escrito por Karina Perestrelo

Enfermeira e fisioterapeuta · Consultora em amamentação · COREN-SP 248.473

Perguntas frequentes

Posso amamentar com mastite?
Na maioria das vezes sim, e manter a mama drenada costuma ser parte do tratamento. Um profissional confirma a conduta para o seu caso.
Mastite sempre precisa de antibiótico?
Nem sempre. Alguns casos melhoram com esvaziamento e cuidados; outros precisam de tratamento médico. Por isso a avaliação é importante.
Quanto tempo dura?
Quando cuidada cedo, costuma melhorar em poucos dias. O atraso no cuidado é o que tende a complicar.

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