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Apojadura: o que esperar quando "o leite desce"
Por volta do terceiro ao quinto dia, a produção aumenta e as mamas ficam cheias. Saiba o que é normal e como passar por essa fase.
Nos primeiros dias após o parto, muitas mães vivem uma virada repentina: as mamas, que produziam o colostro em pequenas quantidades, de uma hora para outra ficam cheias, pesadas e quentes. Esse momento tem nome: apojadura, o popular "leite descendo".
O que é a apojadura
Logo após o nascimento, o corpo produz o colostro, um leite concentrado e em pouco volume. Por volta do terceiro ao quinto dia, a produção aumenta significativamente: é a apojadura. As mamas respondem a esse aumento ficando mais cheias e, muitas vezes, sensíveis. É um processo natural e esperado.
O que é normal sentir
Durante a apojadura, é comum perceber as mamas mais volumosas, firmes, quentes e sensíveis, e até uma leve elevação de temperatura. Algumas mães sentem um formigamento quando o leite "desce" durante a mamada (o reflexo de ejeção). Tudo isso faz parte.
Como passar por essa fase com mais conforto
- Amamente com frequência, em livre demanda. Esvaziar bem evita que a plenitude vire ingurgitamento.
- Garanta uma boa pega. Quanto melhor o bebê abocanha, mais confortável a mamada.
- Se a aréola estiver tensa, amoleça-a com pressão suave dos dedos antes de oferecer o peito.
- Use compressas frias entre as mamadas se sentir inchaço e desconforto.
Quando o normal vira sinal de atenção
A apojadura confortável é uma coisa; o ingurgitamento doloroso é outra. Se as mamas ficarem muito duras, com dor importante e dificuldade para o bebê pegar, você pode estar entrando em um quadro de ingurgitamento. E se aparecer dor localizada com vermelhidão, febre alta e mal-estar, pode indicar mastite.
Vivendo a apojadura e insegura com o que é normal? Eu te acompanho nessa fase inicial, com atendimento presencial em São Paulo, muitas vezes no mesmo dia.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a avaliação individual de um profissional de saúde. Por Karina Perestrelo, enfermeira (COREN-SP 248.473) e fisioterapeuta.
Escrito por Karina Perestrelo
Enfermeira e fisioterapeuta · Consultora em amamentação · COREN-SP 248.473