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Os primeiros dias de amamentação: o que ninguém te conta

Esse começo é uma fase de aprendizado, para você e para o bebê. Saber o que esperar muda completamente a experiência.

Ninguém te avisa direito como são os primeiros dias de amamentação. Espera-se que tudo flua por instinto, e quando não flui, vem a sensação de estar fazendo algo errado. A verdade é que esse começo é uma fase de aprendizado, para você e para o bebê.

O colostro: pouco volume, muito valor

Nos primeiros dias, o corpo produz o colostro, um leite mais espesso e concentrado, em pequena quantidade. É comum a mãe achar que "ainda não tem leite", mas o colostro é exatamente o que o recém-nascido precisa, em volume pequeno porque o estômago do bebê é pequeno.

Mamadas frequentes são normais (e importantes)

Recém-nascidos mamam muitas vezes, às vezes parecendo que vivem no peito. Isso não é sinal de pouco leite: é o jeito do bebê se alimentar em pequenas porções e, ao mesmo tempo, estimular a produção.

A apojadura vai chegar

Por volta do terceiro ao quinto dia, a produção aumenta e as mamas ficam mais cheias e sensíveis: é a apojadura. Saber que isso vem evita o susto. Amamentar com frequência nesse período ajuda a evitar que a plenitude vire ingurgitamento.

A pega é a base de tudo

Grande parte do conforto dos primeiros dias depende de uma boa pega. Quando o bebê abocanha boa parte da aréola, com o queixo na mama e a boca bem aberta, a mamada tende a não doer. Vale observar e ajustar desde o início.

A montanha-russa emocional também é real

Os primeiros dias misturam cansaço, alterações hormonais, noites sem dormir e uma enorme cobrança interna. Sentir-se insegura, sensível ou sobrecarregada faz parte, e não significa que você não dá conta.

Quando procurar ajuda

Procure orientação se a amamentação está doendo de forma persistente, se você está insegura sobre o bebê estar mamando o suficiente, ou se aparecem sinais de alerta como febre, vermelhidão localizada ou ferida que não cicatriza.

Está nos primeiros dias e quer começar com o pé direito? Eu te acompanho desde o início, ajustando a pega e tirando as suas dúvidas, com atendimento presencial em São Paulo.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a avaliação individual de um profissional de saúde. Por Karina Perestrelo, enfermeira (COREN-SP 248.473) e fisioterapeuta.

Escrito por Karina Perestrelo

Enfermeira e fisioterapeuta · Consultora em amamentação · COREN-SP 248.473

Perguntas frequentes

É normal doer no comecinho?
Uma sensibilidade leve pode ocorrer, mas dor persistente ao longo de toda a mamada não é esperada e costuma indicar pega a ajustar.
Como sei se o bebê está mamando o suficiente nos primeiros dias?
Os sinais mais confiáveis são as fraldas molhadas e o ganho de peso acompanhado nas consultas, mais do que a sensação do peito.
Preciso dar complemento "para garantir"?
Essa decisão deve se basear em avaliação, não em insegurança. Complementar sem necessidade pode atrapalhar o estabelecimento da amamentação.

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